A Princesa que escolhia



Oi, gente!

Em janeiro deste ano, li para a minha filha o livro A princesa que escolhia, de Ana Maria Machado.


Como estávamos em uma longa viagem, acabei deixando de escrever sobre ele no blog. Ontem, minha filha pediu que eu relesse para ela essa história e mais uma vez, ela a amou. Por isso, recomendo-o para crianças de 5 a 9 anos.

A princesa que escolhia é a história de uma princesa muito boazinha, que sempre dizia sim a todos, até que, num belo dia, disse Não ao pai. Inconformado com a afronta, o rei ficou furioso e colocou-a de castigo na torre do castelo, já que para ele, princesas só serviam para ficar aprendendo a ser linda e boazinha, enquanto os príncipes não vinham.


Engana-se quem pensa que um príncipe encantado subirá à torre e salvará a linda princesa, como nos contos clássicos. Pelo contrário, é a própria princesa que se salva. Como? Pela arma mais poderosa: o conhecimento.

Da torre, a princesa podia ver que o mundo ia muito além das muralhas do castelo, além disso, a torre dava acesso pra um jardim, uma biblioteca repleta de livros e um computador com acesso à internet, Sendo assim, ao invés de prisão, a princesa encontrou a sua libertação, pois ao ler todos os tipos de livros, a princesa conhecia mais e mais e afirmava ainda mais o seu desejo de escolher.

Na torre, a princesa conhece a família do jardineiro ( esposa, filho e filha) e passa dias agradáveis com essa família, aprende sobre flores, tem contato com pessoas comuns, troca experiência de leitura, assiste a Tv e brinca muito.

Em um belo dia, o rei se desespera com uma doença que estava assolando o seu reino, sua filha, por ser muito sabida, diz a ele que a causa da doença era um tipo de mosquito. Ela propõe medidas para resolver o caso e o rei, feliz, livra- a da torre e deixa-a escolher um presente. Ele pensa ser o melhor presente uma joia; ela escolhe poder escolher. Escolhe estudar em uma escola de pessoas comuns, escolhe que não precisa ser igual a todos e conquista com os pais o seu direito de escolher.

Com o tempo, o rei e a rainha decidem que se aproximava a hora de a filha se casar e promovem um baile para que ela escolha seu príncipe.

Chegaram ao baile príncipes de todos os lugares e a todos a princesa tratava com educação, não havia assunto sobre o qual ela não desse conta de conversar. Todos os príncipes ficaram encantados com tanta beleza, inteligência e conhecimento da princesa, sendo assim choveram pedidos de casamento.

A princesa precisava escolher. mas quem? Era tipos tão diferentes. Mas a princesa escolheu recusar a todos os pedidos. E para cada pedido recusado, ela tratava de indicar uma princesa adequada a cada perfil de príncipe, ela lembrava-se dos livros lidos e indicava a princesa mais adequada. Veja:

" O primeiro era todo esportivo, gostava de escalar montanhas e subir em paredes. Não era um marido que a princesa quisesse escolher. Ela lembrou de uns livros que tinha lido e sugeriu:

__ Sabe aquele deserto assim naquele lugar assim assado? Pois lá tem uma torre enorme, com umas tranças penduradas, ótimas de escalar.

O príncipe seguiu o conselho, foi lá, e daí a pouco tempo estava casado com uma tal de Rapunzel. "

Para mim, essa é a parte mais interessante, pois a autora trava um interessante diálogo intertextual, passeando pelos contos de fadas: Cinderela, A bela adormecida, Branca de neve, Rapunzel e O Barba Azul, dando-lhes um novo contexto.

A princesa recusa o casamento e escolhe estudar e viajar pelo mundo... Com isso, firma seu direito: escolher o que é melhor para si.


Ela estudou Arquitetura e um belo dia encontrou o seu príncipe real: o amigo de infância, filho do jardineiro, com quem brincava no tempo do castigo na torre. Mas escolheu namorar.

Não pense que a história termina com um " E foram felizes para sempre", pois Ana Maria Machado desconstrói também esse desfecho, não dando ao leitor as certezas sobre se houve ou não casamento da princesa com o paisagista. O que se sabe é que ela escolheu para si "um principio. Só um jeito de começar".

Fica a dica!!!


Boa leitura!

Regiane

#APrincesaqueescolhia #AnaMariaMachado #EditoraAlfagurara

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Mãe, professora, autora de materiais didáticos, doutoranda em Literatura e Crítica literária pela PUC-SP. 

Idealizadora do Veredas do Texto e criadora de conteúdo 

Regiane Boainain 

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