Nunca acontece nada em minha rua


Oi, gente!

Tem selo novo aparecendo no pedaço e de início já trazendo três livros lindos.


Hoje, vou apresentar apenas um deles:


Nunca acontece nada em minha rua foi escrito pela autora, ilustradora e designer Ellen Raskin. A obra traz a história de um garoto, o Luís Rodolfo, que não consegue perceber as situações ocorridas em sua rua.

Sentado à beira da calçada, o menino, com mal-humor, menciona ao leitor situações extraordinárias ocorridas em outras ruas: casas mal- assombradas, piratas e tesouros enterrados, monstros, astronautas, espiões, leões, tigres ferozes e montanhas nunca antes escaladas. Mas nunca nada acontece na Rua das Amoreiras, 52, onde mora Luís Rodolfo. Será?


Ao abrir as página de Nunca acontece nada em minha rua, inicia-se o convite para a experiência. A imagem que chega aos olhos do leitor é preponderantemente ocupada por uma sequência de casas, cuja construção é bem diferente da que estamos acostumados, e um menino que, apesar de estar sentado à calçada, olhando para a rua, não consegue perceber os fatos que nela acontecem.

Com texto em caixa alta, o menino se apresenta ao leitor como Luís Rodolfo, morador de uma rua muito diferente das outras ruas, já que nela nunca acontecia nada. Por isso, o desejo de mudar-se de lá quando crescer. Em contrapartida, o leitor é surpreendido pelas imagens de uma rua em que tudo acontece.



É por esse disparate de percepção que o leitor encontra motivos para achar que Luís Rodolfo é “chato demais”, como foi previamente apresentado na dedicatória.


É importante ressaltar que já na dedicatória a narrativa se inicia. Importa também observar a cor de fundo dessa página. Provavelmente, no inicio da leitura, o aluno pensará que o autor da dedicatória é Luís Rodolfo; entretanto, na virada de página, ele perceberá que Luís Rodolfo, considerado chato, é a pessoa, para quem o livro não foi dedicado e narrador da história.

É perceptível a mudança da cor da página durante a narração de Luís Rodolfo. Por que o branco? Será que o mal-humor do menino o impedia de enxergar cor em sua rua/ vida?


Recomendo!

Grande beijo!

Regiane e Karina


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Mãe, professora, autora de materiais didáticos, doutoranda em Literatura e Crítica literária pela PUC-SP. 

Idealizadora do Veredas do Texto e criadora de conteúdo 

Regiane Boainain 

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