Pronomes 

O pronome é uma classe variável que identifica os participantes da interlocução:

 

Para darmos início ao estudo dos pronomes demonstrativos, leia a tira a seguir.

 

Observe que Hagar se refere ao gato como "este gato", já que o animal está perto de quem fala, no caso a 1ª pessoa: " Eu trouxe este gato".

Agora, leia esta outra tira:

Observe que Lili emprega o pronome demonstrativo "neste sábado", fazendo referência ao tempo em que eles estão vivendo( = o sábado presente).

Agora leia a tira a seguir:

Observe que no último quadrinho, Eddie emprega o pronome demonstrativo " esse" para retomar o assunto que já foi dito, no caso o espírito de Natal de Hagar. Pela tira, é possível observar que os demonstrativos podem ser empregados também para lembrar ao ouvinte ou ao leitor o que já foi mencionado ou o que se vai mencionar. 

 

Formas dos pronomes demonstrativos

 

 

1. Também são pronomes demonstrativos: o, a, os, as quando você conseguir substituí-los por: isto, isso, aquilo, aquele, aquela. 

Ex : Todos os que atingirem a meta.(= Todos aqueles que atingirem a meta.)

 

2. Também são pronomes demonstrativos as palavras: mesmo, (a), próprio(a), semelhante(s), e tal( tais) quando acompanham substantivos.

Ex: Fiz a festa com o mesmo buffet do ano passado. 

O próprio dono da empresa resolveu o meu caso. 

Tais assuntos me interessam. 

 

 

Emprego dos pronomes demonstrativos

 

Acompanhe o vídeo abaixo e conheça o emprego dos pronomes demonstrativos em relação ao espaço, ao tempo e ao texto. 

Exercícios 

 

1. Leia o texto e responda às questões a seguir:

 

 

Inimigos

 

 

O apelido de Maria Teresa, para o Norberto, era “Quequinha”. Depois do casamento sempre que queria contar para os outros uma de sua mulher, o Norberto pegava sua mão carinhosamente, e começava:

— Pois a Quequinha...

E a Quequinha, dengosa, protestava.

— Ora, Beto!

Com o passar do tempo, o Norberto deixou de chamar a Maria Teresa de Quequinha. Se ela estivesse ao seu lado e ele quisesse se referir a ela, dizia:

— A mulher aqui...

Ou, às vezes:

— Esta mulherzinha...

Mas nunca mais Quequinha.

(O tempo, o tempo. O amor tem mil inimigos, mas o pior deles é o tempo. O tempo ataca em silêncio. O tempo usa armas químicas.)

Com o tempo, Norberto passou a tratar a mulher por “Ela”.

— Ela odeia o Charles Bronson.

— Ah, não gosto mesmo.

Deve-se dizer que o Norberto, a esta altura, embora a chamasse de Ela, ainda usava um vago gesto da mão para indicá-la. Pior foi quando passou a dizer “essa aí” e a apontar com o queixo.

— Essa aí...

E apontava com o queixo, até curvando a boca com um certo desdém.

(O tempo, o tempo. O tempo captura o amor e não o mata na hora. Vai tirando uma asa, depois a outra...)

Hoje, quando quer contar alguma coisa da mulher, o Norberto nem olha na sua direção. Faz um meneio de lado com a cabeça e diz:

— Aquilo...

 

VERÍSSIMO, Luís Fernando. Novas Comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996.

 

a. Identifique e classifique os pronomes empregados por Norberto para se referir à esposa.  

 

b. O texto faz referência às transformações no relacionamento de um casal com o passar do tempo.  De que maneira o uso dos pronomes contribui para a construção do efeito de humor que se pode observar neste texto?

 

 

2. Leia o poema

 

Aqui

 

nesta pedra

 

alguém sentou

olhando o mar

 

o mar

não parou

pra ser olhado

 

foi mar

pra tudo quanto é lado

[...]

 

Paulo Leminski. In: Melhores poemas de Paulo Leminski. 5 ed. São Paulo: Global.

 

a. O eu lírico fala de alguém que se sentou em um pedra para olhar o mar. A pedra em questão está próxima de quem?

b. Se trocássemos a expressão nesta pedra por nas pedras, o sentido continuaria o mesmo?

 

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Mãe, professora, autora de materiais didáticos, doutoranda em Literatura e Crítica literária pela PUC-SP. 

Idealizadora do Veredas do Texto e criadora de conteúdo 

Regiane Boainain 

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