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Olavo

Duas janelas, duas cores e duas formas distintas de ver o mundo. É essa a dualidade presente em Olavo, livro ilustrado de Odilon Moraes, publicado pela editora Jujuba.


A narrativa traz a história de um menino triste, "não por algo que lhe faltasse, nem qualquer chance perdida. Olavo era simplesmente triste". E essa tristeza é ressaltada no uso da cor sépia,

tristeza de Olavo - marcada pela cor sépia

Entretanto, em uma manhã, Olavo foi surpreendido por um presente sem nome e sem endereço em sua porta, Aquela alegria desprevenida muda a ordem do dia e uma fresta de felicidade sorri no semblante triste de Olavo.

O menino não abriu o presente. Como a menina do conto "Felicidade clandestina", de Clarice Lispector, ele fingia que não o tinha, só para estender aquela felicidade. Ele também estava em "êxtase puríssimo", flutuava na presentidade daquilo que lhe era tão clandestino.

Observe como esse instante feliz é apresentado ao leitor nas duas páginas duplas, nas quais o azul invade a página.

Mas um desassossego o tira da plenitude de um instante feliz e Olavo se vê novamente tomado por tristeza. O sépia impera na página.

Mas do lado de lá, alguém prepara outras alegrias para Olavo. Porque felicidade é assim, inunda a gente quando a gente menos espera. Basta abrirmos a nossa porta.

 

Aguardem o vídeo, no qual me deterei a analisar o silêncio estético em Olavo, de Odilon Moraes.

Eu fico por aqui, toda feliz com o meu exemplar.

Grande beijo e até mais.

Regiane Boainain

Olavo, de Odilon Moraes.

Editora Jujuba.

Livro ilustrado

2a. ed,

Valor: 42.50

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